GOVERNANÇA CLIMÁTICA NAS EMPRESAS DO AGRONEGÓCIO: DESAFIOS, PRÁTICAS E RESULTADOS
DOI:
https://doi.org/10.15202/s2gm9173Palavras-chave:
Governança Climática Agronegócio Brasileiro, Índice Carbono Eficiente, Sustentabilidade Corporativa, Desempenho FinanceiroResumo
A pauta climática tem invadido o centro das decisões corporativas. No agronegócio, isso ainda acontece de forma irregular, tensionada entre interesses econômicos, pressões regulatórias e expectativas de mercado. Este artigo analisa a governança climática em empresas do setor agroindustrial brasileiro, a partir dos dados de 33 companhias listadas na B3 entre 2021 e 2022. Algumas integram o Índice Carbono Eficiente (ICO2), outras não. A comparação parte dessa diferença. Os resultados indicam que, ao contrário do senso comum, práticas climáticas não comprometem o desempenho financeiro — em certos casos, até ampliam. O texto examina também os entraves: ausência de padronização, limitação técnica, insegurança regulatória e adesão oportunista a instrumentos de sustentabilidade. Mesmo assim, observa-se uma transição em curso. Lenta, desigual, mas visível. A governança climática, quando levada a sério, começa a se tornar um fator de competitividade — não apenas de imagem.
Palavras-chave: Governança Climática Agronegócio Brasileiro; Índice Carbono Eficiente; Sustentabilidade Corporativa; Desempenho Financeiro.